-------------------------------------------------------------------------------------------- REQUINTE E QUALIDADE NO CENTRO CULTURAL DO RIO DE JANEIRO

                                                                                                                                                               Travessa do Comércio, 20 – Arco do Teles

                                                                                                                                                Restaurante  - segunda a sexta de 11h às 15h30min

                                                                                                                                                                                   inf. e reservas – (21)2224-6438

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UM CASARÃO DE 1889 NO ARCO DO TELES COM UM AMBIENTE

INFORMAL E DESCONTRAÍDO

 

Funcionando somente para eventos fechados.
Informações e orçamentos através dos tels. 7832.4313 e 2224.6438

 

 

Um pouco de história

 

Os métodos para elaboração de vinhos espumantes são chamados Champenoise, Charmat e Asti.

Somente os vinhos produzidos na região de Champagne/França devem ser chamados Champagnes. A lei da região não permite que os vinhos espumantes sejam feitos por outro método que não o tradicional, mais conhecido como Champenoise.

Na França os produtores que estão fora da região de Champagne rotulam seus vinhos como Mousseaux ou Crémant, sejam eles produzidos pelo método Champenoise ou Charmat.

 

Na Espanha, quando os espumantes são feitos pelo método Champenoise , ganham obrigatoriamente o nome de Cava.

 

Em Portugal a regra é a mesma, com pequena diferença. Os espumantes portugueses feitos pelo método Champenoise são obrigatoriamente denominados Bruto.

 

Embora não sejam obrigados por lei,  os produtores do Novo Mundo preocupam-se em informar em seus rótulos quais foram os métodos adotados.

 

Entretanto alguns países se sentiram a vontade para nomear seus produtos independente do método escolhido para produção, exemplos: EUA= Sparkling Wines, Itália= Spumanti, Argentina= Champañe.

 

O método tradicional para obtenção de espumantes naturais é o Champenoise, inventado por Don Perignon e aperfeiçoado pela viúva Clicquot, também chamado de "Método Clássico" ou "Méthode Traditionelle", É obrigatório na região de Champagne, na França. Este processo consiste em obter o gás carbônico numa segunda fermentação, ocorrida dentro da própria garrafa.

 

É uma produção artesanal em várias etapas. Primeiro, é feita uma mistura de diversos vinhos, base do espumante. A segunda fase é quando o vinho base é colocado na garrafa e acrescido do licor de tiragem - leveduras e açúcar que provocarão a segunda fermentação, que dura cerca de três meses. Depois se dá o envelhecimento que pode durar de meses a anos. Em seguida, a garrafa é submetida a remuage - operação lenta de girar as garrafas para que as borras da segunda fermentação se concentrem no gargalo, sem turvar o líquido.

 

Em seguida, faz-se o “dégorgement” ou degola, fase em que o gargalo é congelado e a garrafa é aberta sob pressão para que as borras sejam retiradas. Então, são acrescentados o licor de expedição - mistura de vinho envelhecido, destilado de uva e açúcar - e a rolha definitiva. É o método mais caro, mas que, normalmente, resulta nos melhores espumantes, com bolhas mais finas e exuberantes.

 

O método Charmat, nome que homenageia o engenheiro francês criador do processo, é uma simplificação do método clássico. A segunda fermentação, que dá espuma ao vinho, ocorre em grandes recipientes de até 10 mil litros, chamados de autoclaves. Assim evita-se a remuage e o dégorgement. O vinho é filtrado ao sair dos tanques para as garrafas em que serão comercializadas.

 

Nos espumantes doces, o método mais usado é o Asti, uma DOC – denominação de origem controlada- e homônimo da região Italiana em que foi criado. O método consiste de uma única fermentação de uvas Moscato, em grandes recipientes, que é interrompida quando se atinge de 7% a 10% de álcool, deixando açúcares residuais da ordem de 80 gramas por litro (10 vezes mais que um espumante Brut). 

 

O vinho é aromático e pouco alcoólico, ideal para batizados, casamentos no civil e a comemoração dos 92 anos da vovó. Já em uma refeição sua melhor participação é escoltando sobremesas à base de frutas e bolos recheados com elas.

 

As borbulhas presentes nos espumantes são sua alma. Também conhecidas como  "perlage", termo francês que deriva de "perle"= pérola. O “perlage” deve ser avaliado por seu tamanho, intensidade e persistência. Quanto menores, mais finos, mais intensos e persistentes mais elegante será o vinho. Para que este conjunto possa ser avaliado usa-se uma taça especial para ser servido, são aquelas do tipo flute, que são alongadas obrigando assim o vinho a subir para nos cumprimentar.

 

As taças podem ser de vidro ou cristal. É muito importante que estejam bem lavadas e secas. O perlage se retrai diante de resíduos mesmo que seja uma gotinha de água. Ele é tão delicado que devemos ter alguns cuidados na hora de servir; coloca-se uma pequena quantidade de vinho na taça espera-se a espuma abaixar e finalmente completa-se a taça.

 

O monge beneditino Dom Pérignon, ao criar o champagne  teria corrido em direção aos colegas, saudando a nova bebida de maneira voluptuosa: "Venham todos! Depressa! Venham ver! Estou bebendo estrelas."

 

Ainda que não sejamos monges vamos todos depressa beber estrelas!

 

Deise Novakoski