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Os métodos para elaboração de vinhos espumantes são chamados
Champenoise, Charmat e Asti.
Somente os vinhos produzidos na região de Champagne/França devem
ser chamados Champagnes. A lei da região não permite que os vinhos espumantes
sejam feitos por outro método que não o tradicional, mais conhecido como
Champenoise.
Na França os produtores que estão fora da região de Champagne
rotulam seus vinhos como Mousseaux ou Crémant, sejam eles produzidos pelo
método Champenoise ou Charmat.
Na Espanha, quando os espumantes são feitos pelo método
Champenoise , ganham obrigatoriamente o nome de Cava.
Em Portugal a regra é a mesma, com pequena diferença. Os
espumantes portugueses feitos pelo método Champenoise são obrigatoriamente
denominados Bruto.
Embora não sejam obrigados por lei, os produtores do Novo Mundo preocupam-se em informar em seus
rótulos quais foram os métodos adotados.
Entretanto alguns países se sentiram a vontade para nomear seus
produtos independente do método escolhido para produção, exemplos: EUA=
Sparkling Wines, Itália= Spumanti, Argentina= Champañe.
O método tradicional para obtenção de espumantes naturais é o
Champenoise, inventado por Don Perignon e aperfeiçoado pela viúva Clicquot,
também chamado de "Método Clássico" ou "Méthode Traditionelle",
É obrigatório na região de Champagne, na França. Este processo consiste em
obter o gás carbônico numa segunda fermentação, ocorrida dentro da própria
garrafa.
É uma produção artesanal em várias etapas. Primeiro, é feita uma
mistura de diversos vinhos, base do espumante. A segunda fase é quando o vinho
base é colocado na garrafa e acrescido do licor de tiragem - leveduras e açúcar
que provocarão a segunda fermentação, que dura cerca de três meses. Depois se
dá o envelhecimento que pode durar de meses a anos. Em seguida, a garrafa é
submetida a remuage - operação lenta de girar as garrafas para que as borras da
segunda fermentação se concentrem no gargalo, sem turvar o líquido.
Em seguida, faz-se o “dégorgement” ou degola, fase em que o gargalo
é congelado e a garrafa é aberta sob pressão para que as borras sejam
retiradas. Então, são acrescentados o licor de expedição - mistura de vinho
envelhecido, destilado de uva e açúcar - e a rolha definitiva. É o método mais
caro, mas que, normalmente, resulta nos melhores espumantes, com bolhas mais
finas e exuberantes.
O método Charmat, nome que homenageia o engenheiro francês criador
do processo, é uma simplificação do método clássico. A segunda
fermentação, que dá espuma ao vinho, ocorre em grandes recipientes de até 10
mil litros, chamados de autoclaves. Assim evita-se a remuage e o dégorgement. O
vinho é filtrado ao sair dos tanques para as garrafas em que serão
comercializadas.
Nos espumantes doces, o método mais usado é o Asti, uma DOC – denominação
de origem controlada- e homônimo da região Italiana em que foi criado. O método
consiste de uma única fermentação de uvas Moscato, em grandes recipientes, que
é interrompida quando se atinge de 7% a 10% de álcool, deixando açúcares
residuais da ordem de 80 gramas por litro (10 vezes mais que um espumante
Brut).
O vinho é aromático e pouco alcoólico, ideal para batizados,
casamentos no civil e a comemoração dos 92 anos da vovó. Já em uma refeição sua
melhor participação é escoltando sobremesas à base de frutas e bolos recheados
com elas.
As borbulhas presentes nos espumantes são sua alma. Também
conhecidas como "perlage",
termo francês que deriva de "perle"= pérola. O “perlage” deve ser
avaliado por seu tamanho, intensidade e persistência. Quanto menores, mais
finos, mais intensos e persistentes mais elegante será o vinho. Para que este
conjunto possa ser avaliado usa-se uma taça especial para ser servido, são
aquelas do tipo flute, que são alongadas obrigando assim o vinho a subir para
nos cumprimentar.
As taças podem ser de vidro ou cristal. É muito importante que
estejam bem lavadas e secas. O perlage se retrai diante de resíduos mesmo que
seja uma gotinha de água. Ele é tão delicado que devemos ter alguns cuidados na
hora de servir; coloca-se uma pequena quantidade de vinho na taça espera-se a
espuma abaixar e finalmente completa-se a taça.
O monge beneditino Dom Pérignon, ao criar o champagne teria corrido em direção aos colegas,
saudando a nova bebida de maneira voluptuosa: "Venham todos! Depressa!
Venham ver! Estou bebendo estrelas."
Ainda que não sejamos monges vamos
todos depressa beber estrelas!